25 maio 2018

um herói

Pronto, já compreendi tudo, com a ajuda do Arlindo Marques e dos leitores do PC.

As grandes sociedades de advogados, com as suas ligações partidárias e  corporativas, representam um grande risco para a integridade do nosso sistema judicial.

Também já compreendi qual é o órgão do nosso poder judicial onde se encontra a maior vulnerabilidade - curiosamente é um órgão que, num sistema judicial verdadeiramente democrático, não faz parte dele.

Posto isto, e em parte por causa disto, e sem prejuízo de virem a existir outros, eu já elegi um herói no meu processo judicial.

É:

a) o Papá Encarnação
b) o director da Cuatrecasas
c) o magistrado António Prado e Castro
d) a juiz de instrução Catarina Ribeiro de Almeida
e) o magistrado X

os peixes

Nestas minhas especulações de quem eu tenho pena verdadeiramente é do Arlindo Marques.

Coitado.

O MP tem indícios de que o Arlindo fala falso quando acusa a Celtejo da poluição do rio, e por isso subscreve o processo por difamação elaborado pela Cuatrecasas.

O MP também tem os resultados das análises feitas às águas do rio.

Mas, em lugar de os divulgar, para acrescentar aos indícios de que o Arlindo Marques fala falso, e mostrar verdadeiras provas, guarda-os em segredo de justiça.

De um lado o Arlindo Marques e os peixes: "Acusem a Celtejo!". Do outro lado, a Cuatrecasas com os seus cento e tal advogados, alguns colegas dos magistrados e, quem sabe, do mesmo partido: "Acusem o Arlindo Marques!". E o Ministério Público ao meio sem saber o que fazer.

Coitado do Arlindo Marques. E dos peixes.

deambulações

Nestas minhas deambulações especulativas fui ver o caso do magistrado Orlando Figueira que está a ser julgado por corrupção (Operação Fizz). E constatei que estava certo: no caso de ser condenado e ter de abandonar a magistratura, vai voltar à advocacia (cf. aqui).

Mas depois também verifiquei que o magistrado Figueira tem uma relação muito difícil com as sociedades de advogados. A Cuatrecasas, à última da hora, decidiu abandonar a sua defesa (cf aqui). E um conhecido advogado, líder de uma outra grande sociedade de advogados, parece que nem o conhece a tal ponto que o magistrado propõe-se pôr-lhe um processo judicial (cf. aqui).

Por que será que os advogados fogem dele a sete pés?

Provavelmente porque:

a) foram todos colegas dele na Faculdade
b) são todos advogados como ele
c) fazem parte da mesma corporação como ele
d) foram advogados que o meteram naqueles sarilhos
e) nenhuma das respostas acima

a corporação

A magistratura do MP constitui hoje uma corporação em si mesma. Mas ela interpenetra-se fortemente com outra corporação, a tal ponto que muitos magistrados do MP hão-se ser ao mesmo tempo membros (embora não-activos) dessa outra corporação.

Estou a falar:

a) da Ordem dos Engenheiros
b) da Ordem dos Economistas
c) da Ordem dos Advogados
d) do Sindicato dos Juízes
e) da Confraria das Almas

a profissão

Na sua verão moderna, democrática  e pura,  os magistrados do MP são advogados do Estado (na versão anterior, em Portugal, eram inquisidores).

De maneira que pus-me a adivinhar donde é que provêm e, no caso de um dia decidirem abandonar a magistratura, a que profissão é que voltam.

A minha resposta foi:

a) médicos
b) advogados
c) juízes
d) financeiros
e) economistas

o partido

Depois de há uns dias ter concluído que o Ministério Público é uma instituição fortemente partidarizada (se é que, antes, tinha dúvidas) deitei-me a adivinhar o partido em que votaria o magistrado António Prado e Castro que produziu a acusação contra mim.

E cheguei à seguinte conclusão:

a) não tem partido
b) CDS/PP
c) PAN
d) PSD
e) PS
f) PCP
g) BE

a imagem

A imagem que eu faço do MP - que é muito diferente da aparência que ele projecta - em relação ao Estado e aos interesses estabelecidos no Estado é a de um:

a) juiz
b) aliado
c) rotweiller
d) auditor
e) crítico

a lógica

Neste processo judicial - que é um processo simples de ofensas - já conheci três magistrados do Ministério Público.

Qual é a lógica de funcionamento interno do MP?

a) economia
b) eficácia
c) credibilidade
d) irresponsabilidade
e) eficiência

indicado

Sempre estive convencido que o magistrado do Ministério Público que produziu a acusação contra mim em Junho passado, que se chama António Prado e Castro, e que seria o magistrado naturalmente indicado para estar no julgamento a prosseguir a acusação que tinha feito, não estaria lá.

Porquê?

Porque:

a) não teria lata
b) estaria de férias
c) estaria doente
d) tinha mais que fazer
e) nenhuma das respostas acima

O magistrado X

Entrou para lá como acusador porque é essa a sua função.

Mas, em breve, reparei que queria saber a verdade, que é o passo anterior a fazer justiça.

Haveria ali alguma tramoia?

Muitíssimo bem preparado sobre o processo, um certo ar desconfiado, o olhar arguto, as perguntas iam directas ao alvo, as testemunhas eram apanhadas em contradição, algumas até tremiam, e a verdade ia emergindo.

Claro que tinha havido tramoia. O acusador público desmontara a acusação. E isto sem ouvir uma única testemunha de defesa.

Cheguei a alimentar uma fundada esperança de que ele iria proceder contra a Cuatrecasas e a administração do HSJ, tão cristalina era a verdade que tinha conseguido trazer ao de cima.

A Cuatrecasas e o Papá Encarnação não devem gostar nada dele.

Hoje, não estou nada certo de que o voltarei a ver.

Por isso, queria dar-lhe os parabéns pelo trabalho que fez. Esteve a fazer justiça.

Conclusão: Nem tudo é mau no Ministério Público.

Como não sei o nome dele, chamo-lhe o magistrado X.

pais das crianças

Os pais das crianças internadas no HSJ põem Estado em tribunal (cf. aqui), tudo porque o Estado não faz nem deixa fazer.

Não estou certo que resolva alguma coisa, excepto dar mais negócio à Cuatrecasas que, com elevada probabilidade, vai estar do outro lado.
.

palavras

A política oficial do Ministério Público sobre os blogues, segundo a qual "os blogues é uma vergonha" (cf. aqui), pode exprimir-se:

a) em três palavras: é uma vergonha
b) em duas palavras: é uma vergonha
c) numa palavra só: é uma vergonha
d) em quatro palavras: é uma vergonha
e) sem palavras: é uma vergonha

24 maio 2018

contundente

Durante os dois anos e meio que comentei no Porto Canal, só uma vez me referi ao Paulo Rangel e à Cuatrecasas, no episódio que deu origem a este processo judicial (cf. aqui).

Quem eu critiquei mais frequentemente e de forma mais contundente foi:

a) o F.C.P.
b) o Benfica
c) o Ministro das Finanças
d) o Ministério Público
e) a administração do HSJ

A Verdade

Essa questão do cristianismo (referida aqui), segundo a qual Deus está no homem (em primeiro lugar), foi uma questão muito chata para os intelectuais e os filósofos, sobretudo no que respeita à questão da Verdade.

Depois de Cristo, passou a haver quem pudesse afirmar com razão e toda a convicção:

a) Eu tenho a verdade
b) Nós temos a Verdade
c) Ninguém tem a Verdade
d) A Verdade não existe
e) É a Verdade que me tem a mim

Academia do Sporting

Existe quem afirme que a institucionalização do Ministério Público a seguir à revolução de 25 de Abril, e que ainda hoje se mantém, foi largamente influenciada pelo

a) Marcello Caetano
b) Partido Comunista
c) exemplo americano
d) exemplo sueco
e) exemplo de Churchill,

mas de que todos os outros se viriam depois a aproveitar.

Ela teria, então, em vista:

f) maximizar a liberdade de expressão no país
g) controlar os dissidentes
h) apanhar os criminosos
i) diferenciar-se do regime Salazarista
j) garantir o espírito de comunidade,

os quais, como o Arlindo Marques em baixo, seriam considerados

k) heróis nacionais
l)  loucos
m) génios
n) campeões
o) escritores

e encerrados

p) na Academia do Sporting
q) num hospital psiquiátrico
r) na ala pediátrica do HSJ
s) num quarto escuro
t) na garagem da vizinha

poder judicial

Num país verdadeiramente democrático, o Ministério Público

a) é parte do poder judicial
b) é parte do poder executivo
c) pode aplicar sanções penais (v.g., prisão, ainda que preventiva)
d) o poder judicial pertence exclusivamente aos juízes
e) respostas b) e d) acima

em tribunal

Quando o Arlindo Marques for julgado, a Cuatrecasas vai procurar fazê-lo passar em tribunal como sendo

a) um amante da natureza
b) um guarda prisional
c) um louco
d) um pescador
e) um banhista

e fazer passar a poluição do Tejo como tendo por autor:

f) a Celtejo
g) o Arlindo Marques
h) ninguém
i) os concorrentes da Celtejo
j) os peixes

às avessas

Os agentes do Ministério Público são então, na sua função própria, os advogados de acusação nos crimes públicos, aqueles em que é vítima é a sociedade, sendo a sociedade representada pelo Estado. Por isso, tradicionalmente, eles são chamados "advogados do Estado", uma designação que ainda conservam em Espanha (abogados del Estado).

Mas, sendo assim, o Ministério Público

a) não devia estar a  acusar o Arlindo Marques porque ele não fez mal nenhum à sociedade
b) não devia ter poder para aplicar medidas de coacção (prisão preventiva, termo de identidade e residência como terá feito ao Arlindo Marques, pulseira electrónica, etc.) porque isso não é matéria para advogados mas somente para juízes
c) devia estar a acusar a Celtejo porque ela fez mal à sociedade
d) está a desempenhar o seu papel às avessas no caso envolvendo a Celtejo, a Cuatrecasas e o Arlindo Marques
e) todas as respostas acima

semelhanças

Ao admitir que me inspiro em Cristo para passar sobre o processo judicial em que sou réu, um jovem leitor, por intermédio de outro jovem leitor, perguntava-me recentemente, em estilo de desafio,  se eu julgava ser Deus.

Não, claro que não.

A questão está mal posta. Nenhum de nós é Deus. Aquilo que é verdade é que Deus existe em cada um de nós. Foi essa, de resto, uma das grandes mensagens do Cristianismo - Deus está em toda a realidade, mas em primeiro lugar, no homem (de que Cristo é a figura paradigmática).

Dito isto, aqui vai outra semelhança. Eu estou a ser acusado do crime de difamação, que é o mesmo crime de que Cristo foi acusado (blasfémia é a difamação de Deus).

Mas basta de semelhanças. Também existem diferenças. É que enquanto Cristo foi acusado de difamar Deus, eu sou acusado de difamar:

a) a Cuatrecasas
b) o diabo
c) uns safadões
d) uns impostores
e) todas as respostas acima

crimes públicos

A função própria do Ministério Público, como o nome indica, é a de servir de acusador em nome do Estado, que representa toda a sociedade, naqueles crimes em que a vítima é o público em geral, ou uma parte dele - os chamados crimes públicos. (e não, como sucede em Portugal, a de ser acusador em todos os crimes, particulares ou públicos)

Assim sendo, o Ministério Público tem lugar (sim/não) como acusador nos seguintes crimes:

1. Roubaram-me a carteira
1a. sim
1b. não

2. O marido bateu na mulher
2a. sim
2b. não

3. Uma empresa poluiu o Tejo
3a. sim
3b. não

4. Roubaram a caixa de um banco
4a. sim
4b. não

5. Atentado terrorista em Lisboa
5a. sim
5b. não

6. Desapareceram 20 milhões de euros do Ministério das Finanças
6a. sim
6b. não

7. No processo de difamação da Celtejo ao Arlindo Marques
7a. sim
7b. não


(só publicarei o conjunto de respostas acertadas)

como hipótese

Se se admitir como hipótese que o Ministério Público está capturado, no todo ou em parte, pela Cuatrecasas, então passa a fazer sentido

a) o processo crime contra o Arlindo Marques
b) que o MP não divulgue os resultados das análises ao Tejo
c) o processo crime contra mim
d) que a substituição do magistrado no meu julgamento venha a revelar-e definitiva
e) todas as respostas acima

não será bom

Depois do que escrevi recentemente acerca do processo envolvendo o Arlindo Marques, que é muito semelhante ao meu, vá de volta a este meu post (aqui) e à frase com que termino: "E não será bom".

O que é eu teria no espírito quando escrevi esse post (possuindo já na altura vários sinais convergentes, cf. aqui, ao qual se veio juntar agora o do caso Arlindo Marques) e que não será bom no meu comentário?

a) Que o julgamento demorou muito tempo
b) Que o MP está feito com a Cuatrecasas
c) Que foi excessivo o número de testemunhas de acusação
d) Que as testemunhas mentiram muito em tribunal
e) Que o Papá Encarnação foi para lá sem saber ao que ia.

política oficial

A política oficial do Ministério Público em relação aos blogues foi anunciada há onze anos pelo seu chefe de então, o ex-PGR Pinto Monteiro (cf. aqui).

É a seguinte:

"Os blogues...

a) ...são lidos pelo Papá Encarnação".
b) ...são o sonho da reforma do Dr. Vítor Constâncio".
c) ...caíram de importância por causa do facebook"
d) ...é uma vergonha"
e) ...são apreciados no Ministério Público"

toda a gente

No meu julgamento, aquilo que põe os cabelos em pé ao Papá Encarnação (ele já nem consegue olhar para mim...) e aos advogados da Cuatrecasas é

a) o mau tempo
b) o blogue
c) o número de testemunhas de defesa
d) o clima de Matosinhos
e) o filho estar sempre calado,


porque toda a gente sabe (e ele só agora está a aprender) que:

f) o calor dilata os corpos
g) os blogues é uma vergonha
h) a aceleração da gravidade é 4,5m/s2
i) O Papá Encarnação não se prepara para os julgamentos
j) O filho Encarnação está mais bem preparado que o Papá

(Publicarei o primeiro par de respostas acertadas)

segredo de justiça

O Ministério Público subscreveu uma queixa-crime por difamação apresentada pela Cuatrecasas (em nome da Celtejo) contra o Arlindo Marques por este afirmar que a Celtejo polui o Tejo, reclamando uma indemnização de 250 mil euros.

O Ministério Público não pode agora deixar que sejam conhecidos publicamente os resultados das análises feitas no Tejo (cf. aqui) sob pena de

a) perder a face
b) as pessoas suspeitarem de estar feito com a Cuatrecasas/Celtejo contra o Arlindo Marques
c) o processo por difamação passar a ser uma farsa
d) todas as respostas acima
e) nenhuma das respostas acima

teme

No caso do Arlindo Marques, como no meu, o que é que a Cuatrecasas mais teme?

a) os réus serem absolvidos
b) a publicidade aos casos
c) não receber as indemnizações
d) que o MP não dê seguimento às queixas
e) todas as respostas acima

(Publicarei a primeira resposta acertada)

23 maio 2018

Scream beach

The Throw Brothers land at Scream beach late this morning (see here) for a little swim.

Recall they are on a mission to save brother Peter from the 6th attack of the Fourhouses armada (see here) to be held in Littlebushes on Tuesday, May 29th.

The armada was last seen at the Tagus river west of Rodao Old Village  fighting national hero Airpretty Marques.

again

The Throw Brothers take off again this morning from Clear Mountains (see here) after an unexpected stopover at Pretty-The-Old-Lady.

Destination: Oporto

Mission: To rescue brother Peter from the Fourhouses Armada headed by Daddy Incarnation.

22 maio 2018

um pandemónio

Aquilo que pretendo concluír dos meus posts anteriores e das respostas dos leitores é o seguinte: Já imaginou no que se tornaria o país se aparecessem muitos cidadãos como o Arlindo Marques a proteger os bens ambientais, ou a fazer hospitais de crianças - tarefas que competem ao Estado fazer e, portanto, aos partidos que são quem controla o Estado (mas que não fazem) -, e, ainda por cima, cidadãos a fazer tudo isso de borla?

Seria um pandemónio.

Espero que agora já tenha compreendido aquilo que, à primeira vista, lhe poderá ter parecido incompreensível - o Ministério Público a subscrever uma queixa-crime contra o Arlindo Marques apresentada pela Cuatrecasas em nome do seu cliente Celtejo.


conotações partidárias

Nem a mim nem a si passaria pela cabeça patrocinar um processo por difamação contra o Arlindo Marques, que está a defender um bem público. E ainda que o fizéssemos, é pouco provável que o Ministério Público lhe desse seguimento.

Mas a Cuatrecasas, que é uma sociedade de advogados com conotações partidárias (*) fá-lo - e fá-lo com sucesso -, porque encontra no Ministério Público

a) uma instituição irmã
b) um adversário feroz
c) um observador imparcial
d) uma instituição de justiça
e) Nenhuma das respostas acima

(Publicarei a primeira resposta acertada)

(*) Por "conotações partidárias" não se entenda a ligação a um só partido, mas sobretudo aos dois ou três que constituem o sistema. No Porto, a Cuatrecasas está conotada com um partido, mas em Lisboa a conotação parece ser muito mais com outro, a julgar pelos contratos que ultimamente tem obtido do Estado por adjudicação directa (cf. aqui). E que contratos...

o sistema

A Inquisição estava lá para defender o "sistema", que era um sistema de ortodoxia católica e num período da história em que o catolicismo estava sob intenso ataque da ofensiva protestante. O Ministério Público, seu herdeiro directo, está lá também para defender o "sistema", mas agora de democracia partidária (bastante mais partidária do que democracia).

Mas. sendo assim, o Ministério Público é uma instituição:

a) partidarizada
b) imparcial
c) comunitária
d) católica
e) nenhuma das respostas acima

(Publicarei a primeira resposta acertada)

a resposta é

Mas se o Ministério Público não devia estar no seu julgamento, mas está (através do monopólio da acusação criminal que lhe é conferido), a pergunta que ocorrerá ao espírito do Arlindo Marques, sentado do banco dos réus, é a seguinte:

-O que é que o Ministério Público estará aqui a fazer num mero "crime de palavras" em que a Celtejo, representada pela Cuatrecasas, se sente difamada por eu dizer que é ela que polui o Tejo? O que é que o Estado, representado pelo Ministério Público, tem a  ver com isto?

E a resposta é:

-O Ministério Público está lá (através do monopólio da acusação criminal que lhe é conferido) para:

a) fazer justiça
b) defender o Arlindo Marques
c) ajudar o juiz a escrever a sentença
d) para escrutinar quem, como o Arlindo Marques, pode representar um risco para o "sistema"
e) nenhuma das respostas acima

(Publicarei a primeira resposta acertada)

estar lá

O Arlindo Marques, entregue aos seus botões no banco dos réus, durante o seu julgamento, vai então concluir que desde os tempos da Inquisição houve um certo progresso no sistema de justiça criminal em Portugal porque o juiz hoje é independente das partes.

Mas não um progresso suficiente para ser considerado um sistema democrático porque:

a) a Cuatrecasas não devia estar lá
b) o Ministério Público não devia estar lá
c) O advogado de defesa não devia estar lá
d) o juiz não devia estar lá
e) nenhuma das respostas acima

(Publicarei a primeira resposta acertada)

independente

O Arlindo Marques, quando fôr julgado, vai pensar que tem muita sorte em estar a ser julgado no Portugal democrático do século XXI. Porque, se fosse no tempo da Inquisição,

a) o juiz era independente das partes
b) o juiz era, ele próprio, um acusador
c) o juiz era, ele próprio,  um defensor
d) nenhuma das respostas acima

(Publicarei a primeira resposta acertada)

a defendê-lo

Quando o Arlindo Marques for julgado, vai encontrar as seguintes pessoas na sala de audiências: na tribuna, ao centro, estará o juiz; à direita do juiz, também na tribuna, estará o magistrado do ministério público; em secretárias laterais, à direita da tribuna, estará um advogado de acusação (Cuatrecasas) e, à esquerda, o seu advogado de defesa; ele próprio, Arlindo Marques, estará no banco dos réus, em frente ao juiz a quatro ou cinco metros de distância

O Arlindo Marques terá:

a) duas pessoas a acusá-lo e duas a defendê-lo
b) duas a acusá-lo e uma a defendê-lo
c) duas a defendê-lo e uma a acusá-lo
d) uma a acusá-lo e uma  a defendê-lo
e) nenhuma a defendê-lo

(Publicarei a primeira resposta acertada)

lugar

Num sistema de justiça verdadeiramente democrático, o Ministério Público:

a) não tem lugar num processo de difamação opondo a Celtejo ao Arlindo Marques
b) tem lugar num processo de crime ambiental visando a Celtejo
c) não tem lugar num processo de difamação da Cuatrecasas contra mim
d) não tem o monopólio da acusação criminal
e) todas as respostas acima

(Publicarei a primeira resposta acertada)

probabilidade

Depois de conhecer este detalhe (cf. aqui) acerca do processo judicial envolvendo o Arlindo Marques, a probabilidade que eu agora atribuo a que a substituição do magistrado (referida aqui) seja definitiva,- é uma probabilidade que era de 50%, e que agora estimo em:

a) 25%
b) 40%
c) manteve-se em 50%
d) 60%
e) 75%

(Publicarei a primeira resposta acertada)

surpreende

O caso do Arlindo Marques citado em baixo é um caso extraordinário e semelhante ao meu.

Sabe o que é que me surpreende mais nestes dois casos extraordinários?

a) o montante das indemnizações
b) o facto de se saber à partida que os réus serão absolvidos numa instância ou noutra.
c) a consonância de posições entre o Ministério Público e a Cuatrecasas
d) o facto de num caso estar envolvido o Tejo e no outro um hospital pediátrico
e) o facto de eu ser economista e o Arlindo Marques guarda prisional

(Publicarei a primeira resposta acertada)

21 maio 2018

entangled

The Throws were entangled in a tree yesterday (see here) at Pretty-The-Old-Lady in the outskirts of Lisbon.

os mauzões do costume

Na altura em que escrevi este post sobre o Arlindo Marques (cf. aqui) não sabia quem eram os advogados da Celtejo.

Agora já sei:

A pesar de las evidencias, Celtejo sigue volcado en defender su imagen, tanto de fabricante de pasta de papel como de gestora forestal. Y en esta campaña se encuadra su desmedido proceso contra Arlindo Marques, en la que no ha escatimado en gastos. El funcionario de prisiones tiene enfrente al prestigioso bufete de abogados Cuatrecasas. Beneficiario de varios contratos, algunos sin licitación, con el Banco de Portugal por más de 2,5 millones de euros, y con otras entidades públicas del país por valor de unos 5 millones, Cuatrecasas, Gonçalves Pereira S.L.P. ha puesto al frente del caso a abogados como João Regadas, que ya ha participado en operaciones multimillonarias con empresas privadas como Sonae o Alantra, y con instituciones públicas como la Câmara Municipal de Oporto, y José de Freitas, vice-presidente del Consejo de las Órdenes de Abogados Europeas (CCBE).
Cañones contra pajaritos. Arlindo Marques asegura que “proTEJO me está dando todo el apoyo, y todos los ayuntamientos (a la vera del Tajo), Mação, Gavião, Nisa, Vila Franca de Xira, Abrantes…, todos han emitido votos de solidaridad conmigo. Ahora, soy yo el que tiene que poner el dinero para el abogado. Ahora estamos haciendo un crowfunding para ayudarme a costear el proceso. Cuando los abogados de Celtejo me pusieron la denuncia, yo tenía un plazo para contestar de un mes, y sólo esa contestación legal, sin la cual hubiera tenido que pagar 250.000 euros, me costó 1.500 euros”. (cf. aqui)

São os mauzões do costume.

20 maio 2018

os burocratas de Deus

Eu gostaria agora de voltar a um tema que aflorei em baixo, o da relação entre Cristo e os fariseus, porque ele é útil para explicar a história do Joãozinho e muitas outras histórias - na realidade, é uma espécie de regresso às origens civilizacionais.

Porquê a tensão entre Cristo e os fariseus?

Porque os fariseus escondiam Deus do povo, colocavam uma muralha entre o povo e Deus, de tal maneira que o povo não tinha acesso a Deus. Deus - o Bem -  era só para eles.

O fariseu era como o miúdo que só quer a bola para ele e a esconde atrás das costas de maneira que os outros não lhe possam tocar, nem sequer ver.

O judaísmo é uma religião de regras - a Lei Mosaica - e as pessoas chegam a Deus observando 613 regras ou leis. Os fariseus desenvolveram uma forte tradição de interpretação destas leis. Porém, esta interpretação tornou-se de tal modo complexa, minuciosa e rebuscada que as pessoas ficavam presas nas regras e descuravam Deus, o seu espírito ficava concentrado na legislação, e não no legislador.

Os fariseus e as suas leis tornaram-se um muro que impedia as pessoas de chegarem a Deus. Deus era só para eles, já que os outros se viam impedidos de lá chegar por uma muralha de leis. Com uma agravante: eles não cumpriam as regras tal como exigiam aos outros e aproveitavam-se frequentemente da interpretação das leis para benefício próprio.

Eles impunham um mundo complexo e difícil aos simples e reservavam outro, muito mais simples e melhor, para si próprios.  Daí a indignação de Cristo: "Hipócritas!".

Os fariseus eram, por assim dizer, os burocratas de Deus, de tal maneira que quem quisesse chegar a Deus tinha de passar primeiro por eles e por um emaranhado de procedimentos ou regras de que eles eram os guardiões. Como acontece com muitos burocratas, cobravam-se pelo meio. Havia que pagar os emolumentos: eles criavam dificuldades para depois vender facilidades.

A batalha de Cristo consistiu em tirar os fariseus e as suas leis do caminho e permitir a qualquer um o acesso directo a Deus. As 613 regras do judaísmo foram substituídas por uma só - amar a Deus e aos outros como a si mesmo. Era uma regra que não carecia de especialistas ou profissionais para a sua interpretação, qualquer um a podia compreender e aplicar. Cristo desburocratizou Deus.

E aquele que era um Deus distante e inacessível à maioria, tornou-se um Deus próximo e acessível a todos. Um Deus que era exclusivo de uns quantos tornou-se um Deus universal. Esta foi uma das grandes, talvez a maior, das revoluções do Cristianismo, que foi a de tornar Deus popular, a de democratizar Deus.

São estes mesmos fariseus que hoje se põem no caminho da obra do Joãozinho, que é uma obra de bem e portanto uma obra de Deus, com a imposição das suas regras, dos seus protocolos, dos seus pareceres, dos seus legalismos, dos seus processos judiciais.  E tudo aconteceu quando compreenderam que o Joãozinho não iria pagar emolumentos a ninguém.

Uma obra pública e de bem hoje não se pode fazer no nosso país sem passar pelos fariseus - a casta, como lhe chamei noutra altura, que se encontra sobretudo nos partidos políticos que controlam o Estado, nos administradores públicos e nas sociedades de advogados que os assessoram - e sem que eles cobrem os respectivos emolumentos.

É preciso voltar a Cristo e aprender com Ele como os tirar do caminho.


this morning

The Throw Brothers left Lisbon this morning (here) heading to Oporto.

Mission: to rescue brother Peter from the Fourhouses Armada 6th attack scheduled for May 29th.

rabi

Os fariseus gostavam muito que lhes chamassem rabi, uma palavra que significa professor (cf. aqui).

Neste artigo da Margarida Gomes no Público (cf. aqui), publicado no ano passado,  logo no primeiro parágrafo é referido um Professor em Direito Administrativo que é especialista em contratos públicos (pode passar por cima do resto do artigo porque é uma calúnia pegada em que eu apareço a traficar terrenos do HSJ sem conhecimento deste).

Quem é o "Professor"?

a) Paulo Rangel
b) Filipe Avides Moreira
c) Vasco Moura Ramos
d) Raquel Freitas
e) José de Freitas

(Publicarei a primeira resposta acertada)

numa só frase

Eu gosto de pensar Cristo mais como homem do que como Deus, embora ele fosse as duas coisas ao mesmo tempo. É que isso me permite pensar "Se ele foi capaz, eu também serei", e  me mantém sempre animado na prossecução da obra do Joãozinho, a despeito dos revezes dos últimos dois anos.

É claro que isto de imitar Cristo não é nenhuma novidade minha. É a função dos padres católicos desde há dois mil anos, e dos pastores protestantes nos últimos cinco séculos.

O julgamento a que estou a ser sujeito não é uma das semelhanças menores que eu encontro com Cristo. Ele também foi julgado e o processo penal que conduziu ao julgamento deixou muito a desejar, tanto no caso dele como no meu. A calma e a tranquilidade que tenho demonstrado no banco dos réus não deve ser muito diferente da que ele exibiu:

-Mas que mal fiz eu?,

é a pergunta que faço e não encontro resposta. Ele também não a deveria ter.

E quando reconheço que "chamei uns nomes desagradáveis a uns juristas e a uns políticos", não consigo deixar de acrescentar logo a seguir: "Ele também o fez e. como eu, tinha mais do que razão". E isso leva-me de volta aos fariseus, onde as semelhanças são enormes.

Tal como ele, eu também travo um combate com fariseus. E, em ambos os casos, esse combate pode resumir-se  numa só frase:

a) Um por todos e todos por um
b) Saiam da frente
c) Deus é um só
d) Quem manda sou eu
e) Deixai vir a mim as criancinhas

Ele acabou por triunfar. No meu caso ainda não é certo. Mas, no fim, depois de estabelecer todas estas analogias e semelhanças com Cristo, o que é que Cristo me dá?

Esperança.

A Inspiração

Ingratidão?

Incompreensão?

Calúnia?

Negação?

Réu?

Impopularidade?

Adversidade do poder político?

Fariseus?

Doutores de Leis?

Ora!... Se Ele aguentou tudo isso...

a) ... eu também vou aguentar
b) ... toda a gente aguenta
c) ... só um santo aguenta
d)...  não sei se vou aguentar
e) ... eu não vou aguentar

(Publicarei a primeira resposta acertada)

19 maio 2018

um zelo religioso

Em Janeiro de 2014, quando tomei posse como Presidente da Associação Joãozinho, eu declarei num pequeno discurso escrito, durante uma cerimónia simples realizada no átrio do HSJ, que iria fazer esta obra com "um zelo religioso".

Qual era a figura religiosa que eu tinha (e tenho) no espírito para me servir de inspiração e exemplo?

a) Jesus Cristo
b) S.Paulo
c) Papa Bento XVI
d) Papa João Paulo II
e) S. João

(Publicarei a primeira resposta acertada)

O Roque e a amiga

Neste lote de testemunhas de acusação (cf. aqui), há duas que fazem a figura de  "O Roque e a amiga", onde está uma, está a outra.

Identifique o par.

(Publicarei a primeira respostas acertada)

PS. Hoje é o Zé do Pipo que está em forma. Manolo debe estar bebiendo mucha cerveza.

esconder

A principal característica dos impostores é a de ocultarem a realidade cobrindo-a com uma capa de aparências. Passam a existir, por assim dizer, duas realidades, uma que é a verdadeira, outra que é falsa, a segunda servindo para esconder a primeira.

Por que é que eles farão isto?

Porque

a) querem o Bem só para eles
b) são artistas de teatro
c) são democratas
d) são verdadeiros cristãos
e) gostam da fantasia

(Publicarei a primeira resposta acertada)

crítico

Cristo era um grande crítico dos fariseus porque eles:

a) não eram judeus
b) eram maus intérpretes da Lei
c) ocultavam Deus ao povo
d) eram judeus
e) tinham um Deus diferente do dele

(Publicarei a primeira resposta acertada)

na Bíblia

Existe na Bíblia um grupo populacional de impostores por excelência,

1a) macabeus
1b) filisteus
1c) fariseus
1d) essénios
1e) moabitas,

que era um grupo onde sobressaíam os

2a) camponeses
2b) agricultores
2c) médicos
2d) juristas
2e) pescadores

(Publicarei o primeiro par de respostas acertadas)

impostores

Impostura (cf. aqui) é a palavra que eu utilizaria para descrever aquilo que de principal existe nos depoimentos das testemunhas de acusação deste processo judicial (cf aqui).

Agora, procure adivinhar qual foi para mim o maior impostor até ao momento:

1a) Paulo Rangel
1b) António Ferreira
1c) João Oliveira
1d) Filipe Avides Moreira
1e) Nuno Botelho,

e o impostor mais incompetente:

2a) Paulo Rangel
2b) António Ferreira
2c) João Oliveira
2d) Filipe Avides Moreira
2e) Nuno Botelho

(Publicarei o primeiro par de respostas acertadas)